Ao longo dos últimos 40 anos, o CICV tem amparado as famílias separadas pela guerra, os prisioneiros e as populações deslocadas; tem atuado como intermediário neutro na troca de combatentes e de restos mortais, além de ter relembrado os princípios do Direito Internacional Humanitário (DIH) às diferentes partes envolvidas no conflito. Além disso, o CICV tem disseminado, ativamente, o Direito Internacional Humanitário entre os grupos armados e a sociedade civil.
1967
Abertura de uma delegação do CICV em Beirute.
Após o final da Guerra dos Seis Dias, têm início, em pequena escala, as visitas aos prisioneiros de guerra detidos no Líbano.
9 de agosto: Troca de 33 libaneses civis por um prisioneiro de guerra israelense e quatro civis israelenses.
1969
Final de Outubro: Sete palestinos feridos no Sul do Líbano foram visitados. Em Beirute, o CICV visita dois soldados libaneses e dois palestinos feridos, além de 34 palestinos detidos e encarcerados no Líbano. O CICV repatria várias pessoas que, inadvertidamente, cruzaram a fronteira entre o Líbano e Israel.
1973
3 de Maio: Retirada de pessoas com ferimentos graves durante uma trégua obtida pelo CICV. Estas operações foram repetidas nos dias subseqüentes.
1975
O CICV organiza uma grande operação de assistência (especialmente assistência médica). A organização também trabalha com buscas.
23 de Maio: Um comboio de ambulâncias do CICV, da Cruz Vermelha Libanesa e do Crescente Vermelho Palestino se vê sob fogo cerrado. Um motorista é seriamente ferido. Publica-se um comunicado na imprensa lembrando o que são os emblemas de proteção e a necessidade de respeitá-los.
1976
O CICV abre subdelegações em Jounieh Tripoli e Baalbeck. São despachados materiais de assistência (medicamentos, suprimentos médicos, kits de alimentos, cobertores, roupas...) para pessoas desabrigadas e outras vítimas da guerra em Beirute e os seus subúrbios, bem como para o resto do país.
13 de Fevereiro: O CICV cria um hospital de campo nos subúrbios ao sul de Beirute. Ele seria fechado em 11 de dezembro.
Junho: Visitas a prisioneiros militares sírios em Beirute e Saida. Eles, mais tarde, seriam libertados e repatriados.
De Agosto à Novembro: Foram feitas visitas para aproximadamente 120 prisioneiros detidos por 10 partes diferentes em 12 locais de detenção espalhados no leste e oeste de Beirute, Antelias, Chouf Mountains, Tripoli, Hasbaya e Kleya (sul do país). A maioria deles foi libertada durante aquele período sob a proteção do CICV ou devido à sua intervenção.
1977
Abril: Abertura de um escritório em Tiro.
O CICV progressivamente diminui suas atividades de assistência por todo o país. No Sul, entretanto, suas atividades humanitárias são intensificadas de forma a distribuir auxílio e assistência médica. Também continua sua ação protetora em favor dos detentos e de pessoas desaparecidas.
1978
Início de Março: Abertura de um escritório em Achrafieh.
A partir de 16 de Março: Atividades médicas e abertura de um centro de emergência em Tire para tratar os feridos.
28 de Março: Primeira visita a detentos libaneses em Israel. Visitas regulares a, aproximadamente, 150 vilas no sul do Rio Litani e distribuição de assistência a pessoas deslocadas internamente no Sul do Líbano.
De 27 de Setembro a 8 de Outubro: Distribuição de auxílio a hospitais ao Leste de Beirute durante breves períodos de calma.
De 2 à 4 de Outubro: O CICV pede trégua.
A partir de 8 de Outubro: Retirada dos feridos, avaliação das necessidades e apelos para angariar fundos. Distribuição de medicamentos, leite em pó, água e distribuição de mensagens Cruz Vermelha. Abertura de um escritório em Jounieh.
1979
Acesso a um número de detentos presos por duas facções cristãs rivais. São libertados 164 detentos sob a proteção do CICV.
1980
Ações de auxílio médico são limitadas, devido aos confrontos entre diferentes grupos armados e operações militares israelenses no sul do país.
Março: Suspensão das atividades assistenciais.
1981
Julho: Entrega de uma nota verbal para todas as partes, propondo a abertura de um diálogo sério para estudar todos os meios de reforçar a proteção da população civil na região.
Atividades de auxílio em Zahleh, Beirute e Sul do Líbano. As atividades de auxílio médico são retomadas. Visitas a pessoas detidas por diferentes facções em inúmeras áreas do país.
1982
7 e 9 de junho: Faz um apelo aos combatentes envolvidos nas hostilidades para lembrá-los de suas obrigações em relação ao Direito Internacional Humanitário (DIH).
Intensas atividades nos campos de prestação de socorro e de assistência médica. Durante os primeiros dias da invasão israelense, aproximadamente 10.000 habitantes de Tiro se refugiam maciçamente na Delegação do CICV; em colaboração com inúmeros médicos locais, um centro médico é criado dentro do escritório do CICV.
O CICV estabelece uma rede de escritórios de rastreio ou “Agências da Cruz Vermelha”, por todo o país.
Desde 18 de julho: Visitas a prisioneiros confinados no campo de Ansar, no Sul do Líbano.
Desde agosto: Visitas a prisioneiros de guerra sírios detidos em Israel.
4 de julho: o apelo é renovado como no dia 9 de junho.
1º de agosto: Novo apelo.
4 de agosto: O presidente do CICV envia uma mensagem particular para o Primeiro Ministro de Israel.
18 de setembro: Apelo é feito à comunidade internacional devido aos massacres nos campos de Sabra e Chatila. O CICV se engaja na assistência médica e, principalmente, nas atividades de proteção assim que seja possível acessar os campos no dia 18 de setembro.
De setembro a dezembro: Visitas diárias a campos Palestinos no Sul do Líbano.
1983
17 de Fevereiro: O CICV oferece seus serviços às autoridades Libanesas em consideração aos detentos nas mãos do Exército Libanês.
15 de Março: Início de visitas a, aproximadamente, 700 detentos até o final do ano.
5 de setembro: Faz um apelo a todos os envolvidos no conflito para que respeitem o cessar fogo.
7 de setembro: Novo apelo é liberado simultaneamente na sede em Genebra e no campo, pedindo por um cessar-fogo imediato e efetivo, relembrando a todos os envolvidos no conflito que respeitem os emblemas da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho, ambulâncias, hospitais e a necessidade de poupar a população civil. Estas demandas são reiteradas nos dias 8 e 10 de setembro e, novamente em 4 de novembro. Visitas regulares aos campos palestinos nas periferias de Saida e Tiro.
De outubro a dezembro: Atividades de auxílio após os confrontos em Chouf e a grandes deslocamentos de pessoas. Retirada de um grande número de civis em duas etapas (entre 1º e 8 de novembro e entre 15 e 22 de dezembro) para Saida e Beirute.
24 de novembro: Liberação de quase todos os prisioneiros de Ansar. Auxílio prestado aos prisioneiros libertados. Durante os primeiros onze meses do ano, quase um milhão de mensagens Cruz Vermelha foram trocadas entre os prisioneiros e suas famílias. Durante todo este período, o CICV intervém repetidamente com as autoridades israelenses, pedindo melhoria nas condições de detenção. Seguido a uma série de incidentes que provocaram 38 feridos (a maioria devido a balas) e 6 mortos. O CICV também exige uma investigação destes incidentes.
Iniciado em setembro, autoridades israelenses iniciam a transferência de alguns prisioneiros de Ansar para a prisão de Atlit dentro de Israel. O CICV protesta para o ministro da defesa contra esta violação à IV Convenção de Genebra. Os prisioneiros são visitados 3 vezes em setembro e em outubro, antes que o CICV fosse impedido de prosseguir com suas atividades de proteção.
Dezembro: Reabertura de Ansar, para o confinamento de detentos administrativos no Sul do Líbano. Visitas do CICV são permitidas a serem reiniciadas em 26 de dezembro.
1984
Primeiro semestre: Atividades assistenciais.
Segundo semestre: Atividades de busca e proteção aos prisioneiros e a população civil.
1985
16 de Julho: A imprensa declara que o abuso ao emblema de proteção da Cruz Vermelha, particularmente aos mutilados e mortos sem discriminação, é um ato abominável que compromete a eficiência das atividades do CICV no Líbano, para a desvantagem das vítimas.
Durante o ano, e com o advento de problemas mais graves, os representantes operam nas áreas mais sensíveis ou em sua vizinhança. Algumas das 481 pessoas detidas em inúmeras milícias são visitadas. Assistência médica e emergencial é distribuída a 80.000 civis, vítimas dos confrontos que ocorreram na área de Saida-Jezzine em abril.
Também em Beirute, distribuições são realizadas a 19.200 pessoas durante as batalhas em maio e em junho.
1986
Dois socorristas da Cruz Vermelha Libanesa são mortos e outros oito são feridos durante operações de retirada e transferências das vítimas. Restrições da segurança impedem que a ação humanitária seja realizada adequadamente: algumas pessoas feridas e civis não podem ser retiradas a tempo, as vítimas das lutas entre facções permanecem isoladas e bloqueadas não podendo receber assistência.
1º de dezembro: A imprensa enfatiza a impossibilidade de resgatar as vítimas de combate, tanto em Beirute, quanto no Sul do país.
1987
10 de fevereiro: A imprensa denuncia a impossibilidade de resgatar vítimas do conflito armado durante a “Guerra dos campos” tanto em Beirute, quanto no Sul. O aumento das atividades de assistência e proteção beneficia a população civil.
Março e abril: É apenas no dia 12 de março que o CICV pode entrar no campo de Rashidiyyeh próximo a Tiro, e em 8 e 9 de abril nos campos de Chatila e Borj Barajneh em Beirute. Os representantes conseguem ir aos campos em uma base relativamente regular para retirar os doentes e os feridos e para realizar atividades de rastreamento.
3 de outubro: Encontro em Genebra entre o presidente do CICV e o presidente libanês Amin Gemayel.
1988
17 de novembro: Um representante, Peter Winkler, é seqüestrado. Ele seria libertado 30 dias mais tarde.
20 de dezembro: O CICV anuncia que irá suspender suas atividades no Líbano devido a novas ameaças. Antes daquela data, o volume de ajuda distribuída à população afetada pelos conflitos supera a dos anos anteriores.
1989
6 de fevereiro: Retorno progressivo do CICV ao Líbano.
26 de abril: O Diretor de Operações do CICV entrega um memorando, explicando o mandato do CICV e faz inúmeras proposições concretas aos representantes das facções Libanesas em Beirute e as autoridades Sírias em Damasco. O CICV também está preocupado com o destino dos civis que vêm das aldeias da “Zona de Segurança” ou aqueles que ainda vivem lá. Muitos passos são dados em favor destes civis, principalmente para garantir o seu respeito pelas partes envolvidas no conflito, bem como para apresentar queixas quando os civis são deslocados, expulsos, mortos ou feridos, e quando as casas são destruídas e as plantações saqueadas.
6 de outubro: Dois representantes são seqüestrados em Saida - Emmanuel Christen e Elio Erriquez.
1990
8 e 13 de Agosto: Os dois representantes seqüestrados são libertados. O CICV mantém sua presença no Líbano, mas diminui o número de representantes expatriados e reforça as medidas de segurança. Permanece ativo nas seguintes áreas: proteção de civis, detenção, monitoramento, atividades médicas e de assistência.
1992
O CICV está principalmente localizado no Sul do Líbano, no vale Bekaa e ao longo da linha verde entre a área ocupada por Israel e o resto do país. Por todo o ano, houve ferimentos e mortes de civis ao Sul do Líbano. O CICV fornece proteção e cuidado médico aos civis.
1993
A situação permanece tensa no sul do Líbano. A proteção dos civis é a maior preocupação dos representantes do CICV no Líbano. Eles verificam alegações de violação ao Direito Internacional Humanitário que causou a morte, ferimento ou destruição de propriedades civis. Eles também tomam ações neste sentido com as partes envolvidas no conflito do Sul do país.
25 de julho: Um grande ataque israelense no sul do Líbano denominado “Operação justiça de rendição”. Cerca de 30.0000 civis são obrigados a fugir de suas casas; 130 pessoas são mortas e mais centenas são feridas. Uma avaliação do CICV revela que mais de 800 edifícios estão completamente destruídos e 2.000 estão danificados. O CICV lança um apelo público a todas as partes envolvidas no conflito para que respeitem o Direito Internacional Humanitário. Assistência e suprimentos médicos, incluindo os medicamentos, são distribuídos aos hospitais e dispensários.
1994
Combates freqüentes entre Israel e, de um lado o exército do sul do Líbano, e por outro lado o Movimento de Resistência Libanesa. O CICV intervém em favor das vítimas nos casos de denúncia de violação do DIH. Pedidos temporários de cessar-fogo para permitir que moradores de aldeias limítrofes à “zona de segurança” trabalhem em segurança em seus campos e para o conserto das bombas de água. Distribuição de ajuda.
De 1º a 4 de Novembro: XXIV Conferência Regional da Cruz Vermelha Árabe e das sociedades do Crescente Vermelho em Beirute.
Novembro: O CICV oferece seus serviços ao governo Libanês com o intuito de ter acesso a todos os detidos.
1995
Operações militares no Sul do Líbano durante todo o ano. A delegação negocia tréguas temporárias com todas as partes envolvidas, a fim de realizar suas atividades humanitárias. Isto inclui a remoção de corpos de soldados israelenses mortos em combate, em colaboração com equipes de primeiros socorros da Cruz Vermelha Libanesa, consertando danos nas bombas de água, recuperando os barcos de pesca confiscados pela Marinha Israelita para seus proprietários libaneses. Os representantes também distribuem assistência ad hoc às populações afetadas pelos conflitos.
Janeiro: Pela primeira vez desde a abertura do centro de detenção de Khiam em 1984, o CICV é autorizado a organizar visitas familiares.
1º de abril: O CICV interrompe sua assistência a dois centros ortopédicos em Beit Chebab e Saida.
De 8 a 11 de julho: O presidente do CICV participa das celebrações do 50º aniversário da Cruz Vermelha Libanesa. Ele também vai ao campo em Saida. Após rodadas de combates particularmente violentos, no dia 12 de junho neste mesmo campo, assistência é distribuída àquelas famílias que tiveram suas casas danificadas ou destruídas pelos confrontos.
De 9 a 24 de outubro: Primeira visita ao Khiam. 191 detidos são registrados. Outros dez, que haviam sido presos recentemente, também são registrados durante as quatro outras visitas.
1996
Início de abril: Duas semanas de operação israelense no sul do Líbano denominada “Vinhas da Ira”. Durante e depois das operações militares, o CICV presta assistência e proteção aos civis que estavam sob fogo inimigo no Sul do Líbano e para as pessoas deslocadas internamente que buscam refúgio em lugares públicos em Saida, Beirute, Montanhas Chouf e Vale Bekaa.
16 de Abril: O CICV relembra aos rebeldes de sua obrigação com relação ao Direito Internacional Humanitário (DIH).
21 de Julho: Seguindo um acordo negociado com o apoio do governo da República Federal da Alemanha e, a pedido das partes envolvidas, o CICV monitora a liberação simultânea de 62 prisioneiros e a repatriação dos corpos de 125 pessoas detidos por Israel, Hezbollah e pelo SLA.
1997
Aumento das operações militares no Sul do Líbano. Os representantes recolhem informações sobre a violação do DIH e intervêm com as partes envolvidas pedindo a eles que poupem vidas e bens civis. A delegação também negocia com todas as partes envolvidas a obtenção de garantias de segurança para suas atividades humanitárias e acesso às aldeias isoladas pelos conflitos. Assistência médica e itens não alimentares são distribuídos às vítimas dos conflitos.
10 de setembro: As autoridades informam o CICV que não terá mais acesso ao Centro de Khiam e que o programa de visita aos familiares está suspenso.
31 de outubro: A República do Líbano adere aos Protocolos Adicionais das Convenções de Genebra.
1998
Sul do Líbano: Além do apoio médico para a infra-estrutura local, bolsas família, ferramentas de cozinha e cobertores são distribuídos às vítimas das hostilidades armadas na área próxima à linha verde.
25 de junho: O CICV participa como intermediário neutro na repatriação dos corpos de um soldado israelense e de 40 combatentes libaneses. No dia seguinte, 10 pessoas detidas em prisões de Israel e 50 prisioneiros do centro de detenção de Khiam são libertados e entregues ao CICV.
7 de julho: As visitas a Khiam são retomadas.
1999
Durante todo o ano, a parte sul do Líbano, e áreas adjacentes, ocupadas por israelenses, são focos de operações militares e incidentes de segurança. Entretanto, o número de vítimas civis diminui pelo segundo ano consecutivo.
O CICV está empenhado em melhorar as condições dos civis afetados pelas conseqüências das hostilidades.
Dezembro: O CICV organiza a repatriação de corpos de sete membros de grupos armados libaneses no sul do Líbano.
2000
Maio: Retirada de Israel do Sul do Líbano após 22 anos de ocupação. Os prisioneiros detidos na prisão de Khian são libertados pela população local após a saída dos guardas. No dia de suas libertações, o CICV assegura que todos os ex-detidos são capazes de voltar às suas famílias de forma segura.
Durante a retirada do exército israelense, o CICV consegue monitorar de perto a situação da população civil e ajudar nas necessidades urgentes. Aumentam as atividades médicas da Cruz Vermelha Libanesa. Os clínicos atendem os casos de emergência e aumenta a demanda de assistência è medida que as pessoas retornam de suas aldeias. Depois da saída das forças israelenses, o problema dos civis feridos pelas minas terrestres se torna a principal preocupação do CICV.
Dezembro: Aprovação inicial, pelo Primeiro Ministro Libanês, concedendo ao CICV o acesso a todos os prisioneiros em todos os locais de detenção.
2001
O CICV continua empenhado em acompanhar as condições dos civis vivendo em áreas previamente ocupadas e a restabelecer o contato entre famílias separadas. A promoção do DIH e a cooperação com a Cruz Vermelha Libanesa para impulsionar a preparação para situações de emergência (primeiros-socorros) e a sensibilização sobre as minas, são aspectos chave das atividades do CICV no país.
2002-2005
A principal preocupação do CICV é obter autorização para visitar, de acordo com suas modalidades de trabalho, os prisioneiros detidos pelas autoridades nacionais israelenses e Libanesas capturados pelo Hezbollah. Também luta para esclarecer o destino de um grande número de pessoas que ainda estão desaparecidas muitos anos após o final da guerra civil e após 22 anos de ocupação israelense. Desde a retirada de Israel, o CICV continua a monitorar a situação de civis vivendo nas áreas ocupadas no passado, especialmente aqueles que fugiram para Israel no final da ocupação, mas que depois retornaram ao sul do Líbano. O restabelecimento e a manutenção dos laços entre as famílias separadas torna-se prioridade para o CICV. A disseminação do DIH, a cooperação com a Cruz Vermelha Libanesa nos primeiros socorros e prevenção do perigo das minas terrestres são, também, atividades cruciais do CICV no Líbano.
2006
De julho a agosto: Durante o conflito entre Líbano e Israel, o CICV pede a todas as partes que respeitem as disposições dos DIH.
Organiza uma operação em grande escala para atender às necessidades humanitárias em cooperação com a Cruz Vermelha Libanesa.
2007
20 de fevereiro: As autoridades libanesas e a CICV assinam um protocolo autorizando o CICV a visitar, de acordo com modalidades de trabalho, aqueles detidos pelas autoridades libanesas.
Em conjunto com a Cruz Vermelha Libanesa e com o Crescente Vermelho Palestino, o CICV realiza uma operação de emergência para atender as necessidades dos refugiados do acampamento palestino Nahr El Bared e aqueles deslocados em outros campos. Dois prestadores de socorro da Cruz Vermelha Libanesa foram mortos durante as hostilidades. No Sul, 700.000 pessoas são beneficiadas pelo trabalho do CICV de reabilitação das redes de água e das infra-estruturas destruídas por Israel durante a guerra de julho a agosto em 2006.